Dentes de leite: cuidar deles é fundamental!

fevereiro 8th, 2012 por admin No comments »

O cuidado com os dentes de leite tem papel fundamental para a saúde dos dentes que virão no futuro: os permanentes.

Os dentes de leite têm tempo certo para ficar na boca da criança. Aparecem por volta dos 6 meses e devem permanecer até os 6 anos e meio, em média, quando inicia a troca dentária. “Esse tempo é importante porque, além de permitir uma boa mastigação da criança, esses dentes preparam a arcada dentária para receber os permanentes”, diz a odontopediatra Lúcia Coutinho.

Quando esse tempo não é respeitado e eles caem, seja por conta de algum trauma ou pelo aparecimento de cáries, há uma série de problemas que podem surgir, como a perda do espaço certo para o dente permanente, alteração na mastigação e fala e até mesmo no lado psicológico das crianças, que podem se sentir envergonhadas por estar sem o dente antes dos amigos.

O dente caiu

Quando a criança começa a andar, os tombos são inevitáveis, e é comum ela bater a boca no chão. Se sangrar ou o dente amolecer, é preciso levá-la ao dentista imediatamente, para que ele analise o trauma. “O dente de leite não se reimplanta. Quando não é possível salvá-lo, é colocada uma prótese fixa funcional que mantém o espaço do perdido, para não atrapalhar o desenvolvimento da arcada dentária da criança”, diz Lúcia.

E quando o trauma é com um dente permanente? “O ideal é que ele seja lavado imediatamente com soro fisiológico ou água filtrada e recolocado no lugar. Essa é a melhor técnica para o reimplante dentário, porque o coágulo formado no local segura o dente até chegar ao profissional”, diz Lúcia. Outra possibilidade é colocar o dente num copo com leite ou saliva da criança.

Cuidados essenciais

- Crianças que estão começando a andar precisam de sapatos anatômicos próprios para a sua idade;
- Não as deixe no chão molhado, para não escorregarem;
- Evitar a chupeta é fundamental, porque o dente pode ficar mais para frente e vulnerável no momento da queda;
- A higiene bucal deve começar cedo;
- A escovação noturna é fundamental;
- A partir de 1 ano, leve seu filho ao dentista.

Fonte: Portal Crescer

Ministério investe R$ 2,7 bilhões em Saúde Bucal

fevereiro 3rd, 2012 por admin No comments »

O Ministério da Saúde investiu R$ 2,7 bilhões para melhorar a saúde bucal da população do País entre 2007 e 2010, por meio do programa Brasil Sorridente. O programa, que faz parte do Brasil Sem Miséria, permitiu que diversos brasileiros tivessem pela primeira vez uma consulta odontológica e ajudou a diminuir a incidência de doenças bucais entre os brasileiros.
A constatação é feita pela pesquisa realizada em 2010 que mostra que o número de crianças livres de cárie aos 12 anos cresceu de 31% para 44%. Além disso, 1,6 milhão de dentes deixaram de ser afetados pela cárie em crianças de 12 anos e 1,4 milhão de crianças não possuem nenhum dente cariado – um aumento de 30% em relação a 2003.
Resultados positivos que se tornaram realidade por conta da expansão de programas como as Equipes de Saúde Bucal (ESB), que fazem oacompanhamento da população desde a prevenção até o tratamento clínico, ficando responsáveis por fazer o encaminhamento para serviços especializados, quando necessário.
Hoje existem 21.394 ESB no Brasil, um aumento de 389% em relação a 2002. Estas equipes estão distribuídas por 4.879 municípios (88%). Em 2002 eram apenas 2.302 municípios cobertos.
As ESB são responsáveis, também, pelo crescimento do tratamento odontológico no interior do País, descentralizando as ações, que antes existiam apenas nos grandes centros. Isso porque distribuiu os profissionais de forma mais igualitária entre os municípios.
CEOs –No quesito crescimento os Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs) não ficaram para trás. Com 878 centros em todo o país, distribuídos em 735 municípios, contra nenhum em 2002, ele ajudaram a fazer com que 165,5 milhões de brasileiros tenham acesso a atendimento odontológico hoje em dia, contra 147,9 milhões em 2002.
Criado em 2004, os CEOs oferecem serviços especializados, como tratamento endodôntico (canal), atendimento a pacientes com necessidades especiais, cirurgia oral menor, periodontia (tratamento de gengiva), diagnóstico bucal (com ênfase ao diagnóstico de câncer bucal), implantodontia, ortodontia, entre outros.
O investimento não foi apenas na prevenção e tratamento. Em ação inédita o ministério proporcionou a milhares de cidadão a oportunidade de voltar a ter um sorriso digno e saudável. Os 708 Laboratórios Regionais de Próteses Dentárias (LRPD) espalhados pelo Brasil permitem a produção de 500 mil próteses/ano.
Em maio de 2011, o valor pago por prótese passou de R$ 60,00 para R$100,00. Os laboratórios recebem custeio mensal para a produção de próteses dentárias totais e parciais removíveis, com estrutura metálica. O Ministério também faz a doação de todos os equipamentos necessários para os municípios que implantam os laboratórios.
Com esses laboratórios o Governo federal pretende zerar a necessidade de próteses totais (dentaduras) da população em quatro anos.

O Ministério da Saúde investiu R$ 2,7 bilhões para melhorar a saúde bucal da população do País entre 2007 e 2010, por meio do programa Brasil Sorridente. O programa, que faz parte do Brasil Sem Miséria, permitiu que diversos brasileiros tivessem pela primeira vez uma consulta odontológica e ajudou a diminuir a incidência de doenças bucais entre os brasileiros.

A constatação é feita pela pesquisa realizada em 2010 que mostra que o número de crianças livres de cárie aos 12 anos cresceu de 31% para 44%. Além disso, 1,6 milhão de dentes deixaram de ser afetados pela cárie em crianças de 12 anos e 1,4 milhão de crianças não possuem nenhum dente cariado – um aumento de 30% em relação a 2003.

Resultados positivos que se tornaram realidade por conta da expansão de programas como as Equipes de Saúde Bucal (ESB), que fazem oacompanhamento da população desde a prevenção até o tratamento clínico, ficando responsáveis por fazer o encaminhamento para serviços especializados, quando necessário.

Hoje existem 21.394 ESB no Brasil, um aumento de 389% em relação a 2002. Estas equipes estão distribuídas por 4.879 municípios (88%). Em 2002 eram apenas 2.302 municípios cobertos.

As ESB são responsáveis, também, pelo crescimento do tratamento odontológico no interior do País, descentralizando as ações, que antes existiam apenas nos grandes centros. Isso porque distribuiu os profissionais de forma mais igualitária entre os municípios.

CEOs –No quesito crescimento os Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs) não ficaram para trás. Com 878 centros em todo o país, distribuídos em 735 municípios, contra nenhum em 2002, ele ajudaram a fazer com que 165,5 milhões de brasileiros tenham acesso a atendimento odontológico hoje em dia, contra 147,9 milhões em 2002.

Criado em 2004, os CEOs oferecem serviços especializados, como tratamento endodôntico (canal), atendimento a pacientes com necessidades especiais, cirurgia oral menor, periodontia (tratamento de gengiva), diagnóstico bucal (com ênfase ao diagnóstico de câncer bucal), implantodontia, ortodontia, entre outros.

O investimento não foi apenas na prevenção e tratamento. Em ação inédita o ministério proporcionou a milhares de cidadão a oportunidade de voltar a ter um sorriso digno e saudável. Os 708 Laboratórios Regionais de Próteses Dentárias (LRPD) espalhados pelo Brasil permitem a produção de 500 mil próteses/ano.

Em maio de 2011, o valor pago por prótese passou de R$ 60,00 para R$100,00. Os laboratórios recebem custeio mensal para a produção de próteses dentárias totais e parciais removíveis, com estrutura metálica. O Ministério também faz a doação de todos os equipamentos necessários para os municípios que implantam os laboratórios.

Com esses laboratórios o Governo federal pretende zerar a necessidade de próteses totais (dentaduras) da população em quatro anos.

Veja abaixo outros números do programa de saúde bucal:

Como era em 2002

Como está atualmente

População com acesso ao dentista

147,9 milhões

165,5 milhões

População com acesso ao flúor

43%

65%

Cobertura populacional por ESB

7%

37%

CEO

0

878

LRPD

0

708

Kits de prevenção

0

72,6 milhões

Equipamentos doados

0

5.500

Nº de procedimentos especializados

6 milhões

25 milhões

Fonte: CFO

CFO integra primeira reunião do Fórum dos Conselhos Federais de 2012

fevereiro 1st, 2012 por admin No comments »
O conselheiro do Conselho Federal de Odontologia, Dr. Samir Najjar, integrou, no dia 26 de janeiro, a 22ª Reunião ordinária do Fórum dos Conselhos Federais de Profissionais Regulamentadas, em Brasília.
Durante o encontro, o coordenador do Fórum, José Augusto Viana Neto, priorizou alguns tópicos de trabalho para o Grupo para este ano, como o Regime Jurídico Único que será amplamente discutido, com a presença de um representante jurídico de cada Conselho Profissional. “A abordagem será iniciada no dia 31 de janeiro, na sede do CRECI-SP, às 10h. Com base neste encontro, o tema será tratado, votado e resolvido na próxima reunião do Fórum”, explicou Viana Neto.
Já existem planos inclusive para regularizar a situação dos profissionais que estão em débito nos Conselhos profissionais. O debate será realizado por meio de videoconferência no mês de fevereiro, no Conselho Nacional de Justiça, com perfil de audiência coletiva. O Fórum terá o papel de orientador nesse procedimento de execuções fiscais de débito.
O Fórum também está em processo de elaboração de uma tabela com os valores das anuidades fixados pelos Conselhos profissionais, referente o período de 2012. O objetivo é encaminhar essa tabela para os Deputados Federais terem conhecimento dos valores estipulados.
Viana salientou que nas próximas reuniões, o Fórum receberá um representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para integrar os debates. “A presença da OAB no Fórum representa uma força maior de trabalho, pois a Ordem tem a autonomia de entrar com ação direta de inconstitucionalidade, caso precise”, completou o Coordenador do Fórum.
Representando o CFO, Samir Najjar demonstrou total apoio ao planejamento do trabalho do Fórum e confirmou a presença nas reuniões e nas ações promovidas pelo Fórum, inclusive na reunião do dia 31 de janeiro, em São Paulo.
Fonte: CFO

O conselheiro do Conselho Federal de Odontologia, Dr. Samir Najjar, integrou, no dia 26 de janeiro, a 22ª Reunião ordinária do Fórum dos Conselhos Federais de Profissionais Regulamentadas, em Brasília.

Durante o encontro, o coordenador do Fórum, José Augusto Viana Neto, priorizou alguns tópicos de trabalho para o Grupo para este ano, como o Regime Jurídico Único que será amplamente discutido, com a presença de um representante jurídico de cada Conselho Profissional. “A abordagem será iniciada no dia 31 de janeiro, na sede do CRECI-SP, às 10h. Com base neste encontro, o tema será tratado, votado e resolvido na próxima reunião do Fórum”, explicou Viana Neto.

Já existem planos inclusive para regularizar a situação dos profissionais que estão em débito nos Conselhos profissionais. O debate será realizado por meio de videoconferência no mês de fevereiro, no Conselho Nacional de Justiça, com perfil de audiência coletiva. O Fórum terá o papel de orientador nesse procedimento de execuções fiscais de débito.

O Fórum também está em processo de elaboração de uma tabela com os valores das anuidades fixados pelos Conselhos profissionais, referente o período de 2012. O objetivo é encaminhar essa tabela para os Deputados Federais terem conhecimento dos valores estipulados.

Viana salientou que nas próximas reuniões, o Fórum receberá um representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para integrar os debates. “A presença da OAB no Fórum representa uma força maior de trabalho, pois a Ordem tem a autonomia de entrar com ação direta de inconstitucionalidade, caso precise”, completou o Coordenador do Fórum.

Representando o CFO, Samir Najjar demonstrou total apoio ao planejamento do trabalho do Fórum e confirmou a presença nas reuniões e nas ações promovidas pelo Fórum, inclusive na reunião do dia 31 de janeiro, em São Paulo.

Fonte: CFO

INCA promove curso básico gratuito sobre câncer

janeiro 27th, 2012 por admin No comments »
O Instituto Nacional de Câncer promove, entre 1 e 29 de fevereiro, o “ABC do Câncer: Abordagens Básicas para Controle do Câncer”. O objetivo da iniciativa é identificar a doença como problema de saúde pública e apontar as principais ações de controle.
O curso é gratuito e será na modalidade à distância. Os interessados têm até 20 de janeiro para realizar a inscrição, que só poderá ser feita on-line.
Para mais informações, clique aqui ou envie e-mail para ead@inca.gov.br.

O Instituto Nacional de Câncer promove, entre 1 e 29 de fevereiro, o “ABC do Câncer: Abordagens Básicas para Controle do Câncer”. O objetivo da iniciativa é identificar a doença como problema de saúde pública e apontar as principais ações de controle.

O curso é gratuito e será na modalidade à distância. Os interessados têm até 20 de janeiro para realizar a inscrição, que só poderá ser feita on-line.

Para mais informações, clique aqui ou envie e-mail para ead@inca.gov.br.

Fonte: CFO

Força Nacional do SUS abre cadastro para profissionais voluntários

janeiro 26th, 2012 por admin No comments »
O Ministério da Saúde acaba de abrir cadastro para inscrição de voluntários interessados em integrar a Força Nacional do SUS para atuar em situações de calamidades públicas ou desastres naturais.
Os interessados devem preencher a ficha eletrônica de inscrição. O banco de voluntários é coordenado pelo Ministério da Saúde, que poderá acionar os profissionais cadastrados de acordo com cada situação de emergência.
Podem realizar o cadastramento profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192), tais como médicos intervencionistas, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e condutores de veículos de urgência, profissionais de saúde dos hospitais universitários, dos institutos nacionais e da rede assistencial hospitalar federal, estadual e municipal.
Os candidatos que fizerem parte das equipes serão submetidos a atividades de capacitação permanente com critérios definidos pelo Ministério da Saúde.
Fonte: CFO

O Ministério da Saúde acaba de abrir cadastro para inscrição de voluntários interessados em integrar a Força Nacional do SUS para atuar em situações de calamidades públicas ou desastres naturais.

Os interessados devem preencher a ficha eletrônica de inscrição. O banco de voluntários é coordenado pelo Ministério da Saúde, que poderá acionar os profissionais cadastrados de acordo com cada situação de emergência.

Podem realizar o cadastramento profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192), tais como médicos intervencionistas, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e condutores de veículos de urgência, profissionais de saúde dos hospitais universitários, dos institutos nacionais e da rede assistencial hospitalar federal, estadual e municipal.

Os candidatos que fizerem parte das equipes serão submetidos a atividades de capacitação permanente com critérios definidos pelo Ministério da Saúde.

Fonte: CFO

Disponível on-line nova consulta pública da ANVISA sobre esterilização de materiais

janeiro 24th, 2012 por admin No comments »
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) acaba de disponibilizar em seu site a Consulta Pública nº 64/2011 sobre Boas Práticas para o Processamento e Esterilização de Materiais (CME).
Os interessados devem acessar primeiramente o regulamento da consulta para a seguir enviar críticas e sugestões ao texto proposto. O prazo limite para enviar sua contribuição é 20 de fevereiro de 2012.
A participação do maior número possível de profissionais na consulta pública é fundamental, já que o tema é de elementar importância para a saúde da população brasileira, uma vez que métodos adequados de esterilização são imprescindíveis no combate a infecções hospitalares.
Para saber mais sobre a Consulta Pública 64/2011 ou esclarecer quaisquer dúvidas, acesse a página da ANS na internet ou envie e-mail para agorass@anvisa.gov.br.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) acaba de disponibilizar em seu site a Consulta Pública nº 64/2011 sobre Boas Práticas para o Processamento e Esterilização de Materiais (CME). Os interessados devem acessar primeiramente o regulamento da consulta para a seguir enviar críticas e sugestões ao texto proposto. O prazo limite para enviar sua contribuição é 20 de fevereiro de 2012. A participação do maior número possível de profissionais na consulta pública é fundamental, já que o tema é de elementar importância para a saúde da população brasileira, uma vez que métodos adequados de esterilização são imprescindíveis no combate a infecções hospitalares. Para saber mais sobre a Consulta Pública 64/2011 ou esclarecer quaisquer dúvidas, acesse a página da ANS na internet ou envie e-mail para agorass@anvisa.gov.br.

Fonte: CFO

SUS tem mais 185 laboratórios de próteses dentárias

janeiro 23rd, 2012 por admin No comments »
Ministério da Saúde investe R$ 13,8 milhões para ampliar a assistência odontológica no Sistema Único da Saúde em 18 estados
O Ministério da Saúde está reforçando a assistência odontológica no Sistema Único de Saúde (SUS) com o credenciamento de mais 185 novos Laboratórios Regionais de Prótese Dentária (LRPD). As novas unidades estão instaladas em 18 estados e terão capacidade para produzir até 130 mil próteses dentárias por ano. O Ministério da Saúde autorizou a liberação de R$ 13,8 milhões (ver tabela no final do texto) para o funcionamento desses serviços.
Com este reforço na assistência, o Brasil passa a contar com 991 Laboratórios Regionais. Os laboratórios são unidades que atuam integrados com os demais serviços de saúde bucal. Nesses locais, são produzidos dois tipos de prótese – totais (dentaduras) e parciais (coroas e pontes). As próteses dentárias são produtos indicados para a recuperação de falhas na arcada dentária e oferecidas, desde 2011, no SUS, por meio do programa Brasil Sorridente. “Ter uma dentição adequada e acesso aos tratamentos é uma questão de cidadania. Vamos supor uma pessoa que queira ser recepcionista, mas que não tem dentes na boca. No mercado de trabalho competitivo de hoje, essa pessoa não conseguiria emprego”, explica Gilberto Pucca, coordenador de Saúde Bucal do Ministério da Saúde.
BENEFICIADOS – Os novos laboratórios funcionarão nos estados de Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. Os recursos do Ministério serão destinados diretamente para as secretarias estaduais e municipais de saúde e liberados de acordo com a estrutura e com a capacidade de produção de cada laboratório.
De acordo com o Gilberto Pucca, o credenciamento das novas unidades vai permitir também a contratação de mais dentistas e protéticos no serviço público. Somente em 2011, os investimentos do Ministério da Saúde para confecção de próteses dentárias somaram R$ 57 milhões.
BRASIL SORRIDENTE – O programa Brasil Sorridente faz parte das ações do Plano Brasil Sem Miséria, lançado no ano passado pela Presidência da República. A principal meta do Ministério da Saúde, na assistência odontológica, é reduzir progressivamente o número de brasileiros com falhas na arcada dentária ou sem dentes, sobretudo nas regiões e municípios de extrema pobreza. Nos últimos oito anos, mais de três milhões de dentes deixaram de ser extraídos em atendimentos pelo SUS por que receberam atendimento adequado.
O Ministério da Saúde também pretende, a partir de 2012, iniciar processo de treinamento de profissionais para trabalhar na reabilitação de falhas na arcada dentária da população brasileira. Esta iniciativa será desenvolvida em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social.
As regiões que receberão os novos laboratórios também fazem parte dos programas Mulheres Mil e Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), desenvolvidos pelo governo federal. O Mulheres Mil tem como objetivo promover a formação profissional e tecnológica de mulheres em situação de risco ou carentes. Já o Pronatec pretende ampliar o número de cursos de Educação Profissional e Tecnológica para a população brasileira.
Confira a quantidade de serviços credenciados e os recursos repassados pelo Ministério para cada estado:
Estado
Número de Unidades
Recurso/Ano
Alagoas
1
R$ 24.000,00
Amapá
1
R$ 60.000,00
Bahia
10
R$ 840.000,00
Ceará
2
R$ 70.640,00
Goiás
9
R$ 965.640,00
Maranhão
2
R$ 202.760,00
Minas Gerais
7
R$ 420.000,00
Mato Grosso do Sul
3
R$ 180.000,00
Mato Grosso
5
R$ 300.000,00
Pará
5
R$ 582.800,00
Paraíba
7
R$ 541.640,00
Pernambuco
8
R$ 804.000,00
Fonte: Maria Vitória, da Agência Saúde – ASCOM/Ministério da Saúde
Piauí
15
R$ 2.100.000,00
Rio Grande do Norte
8
R$ 480.000,00
Rio Grande do Sul
29
R$ 1.860.000,00
Santa Catarina
23
R$ 1.327.480,00
São Paulo
48
R$ 3.000.000,00
Tocantins
2
R$ 120.000,00
TOTAL
185
R$ 13.878.960,00
Ministério da Saúde investe R$ 13,8 milhões para ampliar a assistência odontológica no Sistema Único da Saúde em 18 estados
O Ministério da Saúde está reforçando a assistência odontológica no Sistema Único de Saúde (SUS) com o credenciamento de mais 185 novos Laboratórios Regionais de Prótese Dentária (LRPD). As novas unidades estão instaladas em 18 estados e terão capacidade para produzir até 130 mil próteses dentárias por ano. O Ministério da Saúde autorizou a liberação de R$ 13,8 milhões (ver tabela no final do texto) para o funcionamento desses serviços.
Com este reforço na assistência, o Brasil passa a contar com 991 Laboratórios Regionais. Os laboratórios são unidades que atuam integrados com os demais serviços de saúde bucal. Nesses locais, são produzidos dois tipos de prótese – totais (dentaduras) e parciais (coroas e pontes). As próteses dentárias são produtos indicados para a recuperação de falhas na arcada dentária e oferecidas, desde 2011, no SUS, por meio do programa Brasil Sorridente. “Ter uma dentição adequada e acesso aos tratamentos é uma questão de cidadania. Vamos supor uma pessoa que queira ser recepcionista, mas que não tem dentes na boca. No mercado de trabalho competitivo de hoje, essa pessoa não conseguiria emprego”, explica Gilberto Pucca, coordenador de Saúde Bucal do Ministério da Saúde.
BENEFICIADOS – Os novos laboratórios funcionarão nos estados de Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. Os recursos do Ministério serão destinados diretamente para as secretarias estaduais e municipais de saúde e liberados de acordo com a estrutura e com a capacidade de produção de cada laboratório.
De acordo com o Gilberto Pucca, o credenciamento das novas unidades vai permitir também a contratação de mais dentistas e protéticos no serviço público. Somente em 2011, os investimentos do Ministério da Saúde para confecção de próteses dentárias somaram R$ 57 milhões.
BRASIL SORRIDENTE – O programa Brasil Sorridente faz parte das ações do Plano Brasil Sem Miséria, lançado no ano passado pela Presidência da República. A principal meta do Ministério da Saúde, na assistência odontológica, é reduzir progressivamente o número de brasileiros com falhas na arcada dentária ou sem dentes, sobretudo nas regiões e municípios de extrema pobreza. Nos últimos oito anos, mais de três milhões de dentes deixaram de ser extraídos em atendimentos pelo SUS por que receberam atendimento adequado.
O Ministério da Saúde também pretende, a partir de 2012, iniciar processo de treinamento de profissionais para trabalhar na reabilitação de falhas na arcada dentária da população brasileira. Esta iniciativa será desenvolvida em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social.
As regiões que receberão os novos laboratórios também fazem parte dos programas Mulheres Mil e Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), desenvolvidos pelo governo federal. O Mulheres Mil tem como objetivo promover a formação profissional e tecnológica de mulheres em situação de risco ou carentes. Já o Pronatec pretende ampliar o número de cursos de Educação Profissional e Tecnológica para a população brasileira.
Confira a quantidade de serviços credenciados e os recursos repassados pelo Ministério para cada estado:
Estado
Número de Unidades
Recurso/Ano
Alagoas
1
R$ 24.000,00
Amapá
1
R$ 60.000,00
Bahia
10
R$ 840.000,00
Ceará
2
R$ 70.640,00
Goiás
9
R$ 965.640,00
Maranhão
2
R$ 202.760,00
Minas Gerais
7
R$ 420.000,00
Mato Grosso do Sul
3
R$ 180.000,00
Mato Grosso
5
R$ 300.000,00
Pará
5
R$ 582.800,00
Paraíba
7
R$ 541.640,00
Pernambuco
8
R$ 804.000,00
Fonte: Maria Vitória, da Agência Saúde – ASCOM/Ministério da Saúde
Piauí
15
R$ 2.100.000,00
Rio Grande do Norte
8
R$ 480.000,00
Rio Grande do Sul
29
R$ 1.860.000,00
Santa Catarina
23
R$ 1.327.480,00
São Paulo
48
R$ 3.000.000,00
Tocantins
2
R$ 120.000,00
TOTAL
185
R$ 13.878.960,00
Fonte: CFO

Evento

dezembro 15th, 2011 por admin No comments »
Residência Multiprofissional em Saúde: Síndromes e Anomalias Craniofaciais
Inscrições de 14/11/2011 a 30/12/2011
Bolsas do Ministério da Saúde de R$ 2.384,85
Prova: 19/01/2012
Início: 01/02/2012 (período 2 anos)
Vagas: 06 para odontologia
Informações:
Tel.: (14) 3235-8420
Email: coremu@centrinho.usp.br
Edital completo: www.centrinho.usp.br

Residência Multiprofissional em Saúde: Síndromes e Anomalias Craniofaciais

Inscrições de 14/11/2011 a 30/12/2011

Bolsas do Ministério da Saúde de R$ 2.384,85

Prova: 19/01/2012

Início: 01/02/2012 (período 2 anos)

Vagas: 06 para odontologia

Informações:

Tel.: (14) 3235-8420

Email: coremu@centrinho.usp.br

Edital completo: www.centrinho.usp.br

Fonte: CFO

Cuide da boca e evite doenças em outras partes do corpo

dezembro 14th, 2011 por admin No comments »
Da boca para o corpo
Muito mais que garantir um sorriso bonito, cuidar rigorosamente dos dentes espelha saúde nos quatro cantos do organismo. E, aí, o portal por onde entram os nutrientes e de onde saem as palavras não abre alas para problemas sérios no estômago, nos pulmões e até no coração
Quem tem boca pode ir ao céu ou ao inferno. E esse destino só depende da atenção reservada a ela no dia-a-dia. Aqueles mandamentos que a gente conhece tão bem registrados no quadro ao lado , mas nem sempre segue à risca, não são apenas indispensáveis à preservação da língua, da gengiva e de cada dente. Eles também ajudam a evitar infortúnios em outras redondezas do corpo. Sem exagero. Uma saúde bucal deficiente repercute em cheio nos vasos sangüíneos, nas articulações e em órgãos que, aparentemente, não mantêm íntimo contato com os dentes. Só aparentemente.
Não podemos enxergar a boca de maneira isolada, afirma a dentista Juliana Villalba, da Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp, no interior de São Paulo. A idéia resumida por essa frase inspirou a especialista a organizar o recém-lançado Odontologia e Saúde Geral, obra dirigida a profissionais de saúde, em especial médicos e dentistas. Ela reúne artigos científicos que exploram a relação direta entre os dentes e o resto do organismo. Juliana alerta, aliás, para a importância de o próprio dentista projetar seu olhar muito além da cavidade bucal. A princípio, o livro seria intitulado A boca também tem corpo, revela.
Basta folhear a obra para notar que a maioria dos estragos eclodidos na boca é protagonizada por uma infinidade de bactérias. Ora, a cavidade bucal é um verdadeiro Olimpo para esses microorganismos. E, justiça seja feita, nem todos eles são malignos ali existe uma flora bacteriana essencial à digestão dos alimentos, por exemplo. O problema é quando a escova e o fio dental são deixados de escanteio. Aí os micróbios nocivos, por trás das cáries, da gengivite e da periodontite, proliferam-se e levam ao caos. Mesmo em uma boca saudável, há 200 milhões de microorganismos em 1 grama de placa bacteriana, conta o periodontista Antonio Sallum, professor da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP), vinculada à Unicamp. Se ela estiver a caminho da ruína, então, o número pode bater a casa do bilhão. E as ameaças também se multiplicam.
Se a gente mata a fome e se esquece da higiene bucal, poucas horas são suficientes para a formação da famigerada placa bacteriana. Num processo contínuo, micróbios e mais micróbios se unem para monopolizar os dentes e a gengiva. E é assim que a placa, também chamada biofilme, torna-se mais espessa, chegando às vezes ao ponto de ser vista a olho nu. Com os ventos a seu favor, as bactérias vilãs passam a subjugar as espécies do bem. A placa propicia o aparecimento de dois problemas: a cárie e a doença periodontal, diz o professor Antonio Sallum. A primeira, arquitetada pela bactéria Streptococcus mutans, mina aos poucos o próprio dente. Mas a segunda, que começa como uma gengivite e evolui para uma periodontite, é mais assustadora. Ela detona toda a estrutura que liga o dente à gengiva e ao tecido ósseo.
A doença periodontal é mais assustadora, porque a cárie provoca dor e ela não. No começo, só produz sangramentos na gengiva, alerta Sallum. Ou seja, poucos lhe dão a devida atenção. São mais de 100 tipos de micróbios envolvidos com a patologia, que, se não tratada a tempo, faz os dentes desabarem. Ela é silenciosa e suas bactérias são mais agressivas, afirma a periodontista Elaine Escobar, professora das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), em São Paulo. De cair o queixo também é a estimativa da incidência do problema no país. Oito em cada dez brasileiros adultos têm desde uma gengivite até seu estágio avançado, a periodontite, conta Elaine.
As bactérias traiçoeiras fazem das lesões na gengiva e da corrosão do espaço entre dente e osso o seu portão de embarque para a corrente sangüínea. Alguns tipos mais terríveis compram, então, o bilhete para viajar até o coração, onde simplesmente estacionam. A doença periodontal aumenta o risco de problemas cardiovasculares, constata Elaine. Pior ainda para quem já tem um defeito em uma válvula cardíaca, por exemplo esse sujeito fica, então, tremendamente suscetível à endocardite. Quando vamos ver, de cada dez pacientes com essa doença, de alta mortalidade, quatro ou cinco têm as bactérias na cavidade bucal, calcula a cirurgiã- dentista Itamara Neves, do Instituto do Coração de São Paulo (INCOR).
Outra constatação recente é que pessoas com níveis de colesterol e triglicérides elevados podem ser reféns do ataque desses micróbios às artérias. Há trabalhos recentes demonstrando que algumas bactérias colaboram na formação de placas nos vasos sangüíneos, agravando o entupimento provocado pela gordura, conta Juliana Villalba. As agressoras, portanto, tornam-se o gatilho para a erupção de um infarto ou um derrame (veja o infográfico ao lado).
PERIGO EM DOSE DUPLA
O conflito que começa na boca semeia o suplício no corpo inteiro, principalmente se o dono dele for um diabético ou uma gestante. No caso das grávidas, a doença periodontal estimula o parto prematuro. Isso porque, quando as células de defesa rumam até a cavidade bucal para lutar com as bactérias, também liberam na circulação algumas substâncias as citocinas e as prostaglandinas que desregulam algumas funções em outros locais do organismo. E essas substâncias costumam acelerar o trabalho de parto, resume Sallum.
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Os diabéticos são um caso à parte. Vivem numa situação duplamente complicada. O açúcar que se acumula na circulação por causa do distúrbio favorece todo tipo de problema de inflamações a abscessos nas mucosas. E, se nada disso é tratado, a produção de substâncias inflamatórias é tal que desencadeia de vez uma série de mecanismos no organismo, inclusive aquele que faz a insulina ser utilizada direito. O professor Sallum é categórico: Problemas como a doença periodontal alimentam o diabete. Há indícios de que, quando ela é resolvida, a glicemia fica sob controle com maior facilidade.
Todo mundo sabe, mas não custa reforçar: além da prevenção diária, a visita ao dentista é pré-requisito de uma boca em ordem. Até porque existem problemas, como restaurações em decadência e dentes mal posicionados, que só podem ser resolvidos no consultório. E saiba que, quando não remediados, eles só oferecem mais dor de cabeça à sua vida. Literalmente. Setenta por cento das disfunções temporomandibulares (DTM) são relacionadas ao mau posicionamento dos dentes, conta o especialista em reabilitação oral Lauro Delgado, de São Paulo. E, por sua vez, a tal DTM é que muitas vezes aciona o incômodo constante na cabeça (acompanhe o infográfico à esquerda).
Médicos do Ambulatório de Cefaléias do Hospital das Clínicas de Belo Horizonte (HCUFMG)analisaram 53 pacientes que viviam com dor e chegaram à conclusão de que 80% das queixas eram associadas à DTM. Não vale determinar uma relação de causa e efeito entre os dois problemas, diz o neurologista Antônio Teixeira, um dos autores da pesquisa. Mas o tratamento da DTM pode contribuir para o alívio do tormento, completa ele, que é professor da Universidade Federal de Minas Gerais. Depois de tantas evidências, já deu para perceber que dentes saudáveis afastam males da cabeça aos pés. E isso, sim, é motivo de infindáveis sorrisos.
Fonte:

Da boca para o corpo

Muito mais que garantir um sorriso bonito, cuidar rigorosamente dos dentes espelha saúde nos quatro cantos do organismo. E, aí, o portal por onde entram os nutrientes e de onde saem as palavras não abre alas para problemas sérios no estômago, nos pulmões e até no coração

Quem tem boca pode ir ao céu ou ao inferno. E esse destino só depende da atenção reservada a ela no dia-a-dia. Aqueles mandamentos que a gente conhece tão bem registrados no quadro ao lado , mas nem sempre segue à risca, não são apenas indispensáveis à preservação da língua, da gengiva e de cada dente. Eles também ajudam a evitar infortúnios em outras redondezas do corpo. Sem exagero. Uma saúde bucal deficiente repercute em cheio nos vasos sangüíneos, nas articulações e em órgãos que, aparentemente, não mantêm íntimo contato com os dentes. Só aparentemente.

Não podemos enxergar a boca de maneira isolada, afirma a dentista Juliana Villalba, da Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp, no interior de São Paulo. A idéia resumida por essa frase inspirou a especialista a organizar o recém-lançado Odontologia e Saúde Geral, obra dirigida a profissionais de saúde, em especial médicos e dentistas. Ela reúne artigos científicos que exploram a relação direta entre os dentes e o resto do organismo. Juliana alerta, aliás, para a importância de o próprio dentista projetar seu olhar muito além da cavidade bucal. A princípio, o livro seria intitulado A boca também tem corpo, revela.

Basta folhear a obra para notar que a maioria dos estragos eclodidos na boca é protagonizada por uma infinidade de bactérias. Ora, a cavidade bucal é um verdadeiro Olimpo para esses microorganismos. E, justiça seja feita, nem todos eles são malignos ali existe uma flora bacteriana essencial à digestão dos alimentos, por exemplo. O problema é quando a escova e o fio dental são deixados de escanteio. Aí os micróbios nocivos, por trás das cáries, da gengivite e da periodontite, proliferam-se e levam ao caos. Mesmo em uma boca saudável, há 200 milhões de microorganismos em 1 grama de placa bacteriana, conta o periodontista Antonio Sallum, professor da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP), vinculada à Unicamp. Se ela estiver a caminho da ruína, então, o número pode bater a casa do bilhão. E as ameaças também se multiplicam.

Se a gente mata a fome e se esquece da higiene bucal, poucas horas são suficientes para a formação da famigerada placa bacteriana. Num processo contínuo, micróbios e mais micróbios se unem para monopolizar os dentes e a gengiva. E é assim que a placa, também chamada biofilme, torna-se mais espessa, chegando às vezes ao ponto de ser vista a olho nu. Com os ventos a seu favor, as bactérias vilãs passam a subjugar as espécies do bem. A placa propicia o aparecimento de dois problemas: a cárie e a doença periodontal, diz o professor Antonio Sallum. A primeira, arquitetada pela bactéria Streptococcus mutans, mina aos poucos o próprio dente. Mas a segunda, que começa como uma gengivite e evolui para uma periodontite, é mais assustadora. Ela detona toda a estrutura que liga o dente à gengiva e ao tecido ósseo.

A doença periodontal é mais assustadora, porque a cárie provoca dor e ela não. No começo, só produz sangramentos na gengiva, alerta Sallum. Ou seja, poucos lhe dão a devida atenção. São mais de 100 tipos de micróbios envolvidos com a patologia, que, se não tratada a tempo, faz os dentes desabarem. Ela é silenciosa e suas bactérias são mais agressivas, afirma a periodontista Elaine Escobar, professora das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), em São Paulo. De cair o queixo também é a estimativa da incidência do problema no país. Oito em cada dez brasileiros adultos têm desde uma gengivite até seu estágio avançado, a periodontite, conta Elaine.

As bactérias traiçoeiras fazem das lesões na gengiva e da corrosão do espaço entre dente e osso o seu portão de embarque para a corrente sangüínea. Alguns tipos mais terríveis compram, então, o bilhete para viajar até o coração, onde simplesmente estacionam. A doença periodontal aumenta o risco de problemas cardiovasculares, constata Elaine. Pior ainda para quem já tem um defeito em uma válvula cardíaca, por exemplo esse sujeito fica, então, tremendamente suscetível à endocardite. Quando vamos ver, de cada dez pacientes com essa doença, de alta mortalidade, quatro ou cinco têm as bactérias na cavidade bucal, calcula a cirurgiã- dentista Itamara Neves, do Instituto do Coração de São Paulo (INCOR).

Outra constatação recente é que pessoas com níveis de colesterol e triglicérides elevados podem ser reféns do ataque desses micróbios às artérias. Há trabalhos recentes demonstrando que algumas bactérias colaboram na formação de placas nos vasos sangüíneos, agravando o entupimento provocado pela gordura, conta Juliana Villalba. As agressoras, portanto, tornam-se o gatilho para a erupção de um infarto ou um derrame (veja o infográfico ao lado).

PERIGO EM DOSE DUPLA

O conflito que começa na boca semeia o suplício no corpo inteiro, principalmente se o dono dele for um diabético ou uma gestante. No caso das grávidas, a doença periodontal estimula o parto prematuro. Isso porque, quando as células de defesa rumam até a cavidade bucal para lutar com as bactérias, também liberam na circulação algumas substâncias as citocinas e as prostaglandinas que desregulam algumas funções em outros locais do organismo. E essas substâncias costumam acelerar o trabalho de parto, resume Sallum.

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Os diabéticos são um caso à parte. Vivem numa situação duplamente complicada. O açúcar que se acumula na circulação por causa do distúrbio favorece todo tipo de problema de inflamações a abscessos nas mucosas. E, se nada disso é tratado, a produção de substâncias inflamatórias é tal que desencadeia de vez uma série de mecanismos no organismo, inclusive aquele que faz a insulina ser utilizada direito. O professor Sallum é categórico: Problemas como a doença periodontal alimentam o diabete. Há indícios de que, quando ela é resolvida, a glicemia fica sob controle com maior facilidade.

Todo mundo sabe, mas não custa reforçar: além da prevenção diária, a visita ao dentista é pré-requisito de uma boca em ordem. Até porque existem problemas, como restaurações em decadência e dentes mal posicionados, que só podem ser resolvidos no consultório. E saiba que, quando não remediados, eles só oferecem mais dor de cabeça à sua vida. Literalmente. Setenta por cento das disfunções temporomandibulares (DTM) são relacionadas ao mau posicionamento dos dentes, conta o especialista em reabilitação oral Lauro Delgado, de São Paulo. E, por sua vez, a tal DTM é que muitas vezes aciona o incômodo constante na cabeça (acompanhe o infográfico à esquerda).

Médicos do Ambulatório de Cefaléias do Hospital das Clínicas de Belo Horizonte (HCUFMG)analisaram 53 pacientes que viviam com dor e chegaram à conclusão de que 80% das queixas eram associadas à DTM. Não vale determinar uma relação de causa e efeito entre os dois problemas, diz o neurologista Antônio Teixeira, um dos autores da pesquisa. Mas o tratamento da DTM pode contribuir para o alívio do tormento, completa ele, que é professor da Universidade Federal de Minas Gerais. Depois de tantas evidências, já deu para perceber que dentes saudáveis afastam males da cabeça aos pés. E isso, sim, é motivo de infindáveis sorrisos.

Fonte:  Odonto Sites

Estudo mostra importância do dentista para pacientes com HIV

dezembro 13th, 2011 por admin No comments »
A importância do tratamento dentário em portadores de HIV é evidenciada em pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP. O estudo da cirurgiã dentista Luciana Molin França destaca, entre outros aspectos, a necessidade de maior participação do profissional dentista na equipe multidisciplinar de atendimento a estes pacientes, e o tratamento dentário como instrumento para melhorar a qualidade de vida destas pessoas.
Para realizar a pesquisa de mestrado Importância do tratamento odontológico e de fatores associados na qualidade de vida dos portadores de HIV/Aids, Luciana aplicou o questionário SF-36, normalmente utilizado em pesquisas clínicas na área médica, em 100 pacientes de Ribeirão Preto, atendidos na Unidade Especial de Tratamento de Doenças Infecciosas (UETDI) e no Núcleo de Gestão Assistencial (NGA) da Unidade Básica de Saúde de Ribeirão Preto. “Os pacientes foram divididos em dois grupos. Um era composto de 50 pessoas que receberam tratamento dentário no NGA. O outro grupo, também com 50 pessoas, não recebeu o tratamento dentário. Estes, eram atendidos na UETDI”, conta a dentista.
O SF-36 se mostrou uma eficiente ferramenta de análise. Com o instrumento, foi possível analisar os dados e constatar diferenças estatísticas entre os dois grupos estudados. Uma das conclusões, segundo Luciana, é que o tratamento odontológico sozinho não foi capaz de influenciar na qualidade de vida dos pacientes. “Mas detectamos algumas covariáveis associadas a ele que puderam também exercer influências positivas ou negativas na qualidade de vida dessas pessoas”, ressalta a especialista.
Poucas diferenças
O SF-36 permitiu avaliar oito domínios em relação aos pacientes dos dois grupos: capacidade funcional; aspectos físicos; dor; estado geral de saúde; vitalidade; aspectos sociais; aspectos emocionais; e saúde mental. Entre estes aspectos, as únicas diferenças entre os dois grupos foram nos domínios dor e vitalidade. “Achamos estranho apenas estas diferenças. Estudamos então, as covariáveis, como sexo, trabalho, carga viral do vírus, CD4, uso de antiretrovirais, tabagismo, etilismo e drogadição”, lembra a pesquisadora. A pesquisadora cruzou as covariáveis com os domínios do SF-36.
Luciana relata que, por intermédio de algumas características da doença, o profissional dentista pode ser capaz de auxiliar no diagnóstico do HIV/aids. “O atendimento a um paciente com Aids não é mais complexo que o de uma pessoa sem a doença. Mesmo assim, ainda há um certo estigma por parte de alguns profissionais”, lamenta. A pesquisa iniciada em 2008, sob orientação da professora Alcyone Artioli Machado, do Departamento de Clínica Médica da FMRP também revela a precariedade do sistema público de saúde em relação ao número de dentistas para o atendimento às pessoas com HIV/aids. “Aqui em Ribeirão Preto, por exemplo, na UETDI e no NGA há apenas duas dentistas, uma para cada unidade de atendimento”, revela Luciana.
Fonte: Odonto Sites

A importância do tratamento dentário em portadores de HIV é evidenciada em pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP. O estudo da cirurgiã dentista Luciana Molin França destaca, entre outros aspectos, a necessidade de maior participação do profissional dentista na equipe multidisciplinar de atendimento a estes pacientes, e o tratamento dentário como instrumento para melhorar a qualidade de vida destas pessoas.

Para realizar a pesquisa de mestrado Importância do tratamento odontológico e de fatores associados na qualidade de vida dos portadores de HIV/Aids, Luciana aplicou o questionário SF-36, normalmente utilizado em pesquisas clínicas na área médica, em 100 pacientes de Ribeirão Preto, atendidos na Unidade Especial de Tratamento de Doenças Infecciosas (UETDI) e no Núcleo de Gestão Assistencial (NGA) da Unidade Básica de Saúde de Ribeirão Preto. “Os pacientes foram divididos em dois grupos. Um era composto de 50 pessoas que receberam tratamento dentário no NGA. O outro grupo, também com 50 pessoas, não recebeu o tratamento dentário. Estes, eram atendidos na UETDI”, conta a dentista.

O SF-36 se mostrou uma eficiente ferramenta de análise. Com o instrumento, foi possível analisar os dados e constatar diferenças estatísticas entre os dois grupos estudados. Uma das conclusões, segundo Luciana, é que o tratamento odontológico sozinho não foi capaz de influenciar na qualidade de vida dos pacientes. “Mas detectamos algumas covariáveis associadas a ele que puderam também exercer influências positivas ou negativas na qualidade de vida dessas pessoas”, ressalta a especialista.

Poucas diferenças

O SF-36 permitiu avaliar oito domínios em relação aos pacientes dos dois grupos: capacidade funcional; aspectos físicos; dor; estado geral de saúde; vitalidade; aspectos sociais; aspectos emocionais; e saúde mental. Entre estes aspectos, as únicas diferenças entre os dois grupos foram nos domínios dor e vitalidade. “Achamos estranho apenas estas diferenças. Estudamos então, as covariáveis, como sexo, trabalho, carga viral do vírus, CD4, uso de antiretrovirais, tabagismo, etilismo e drogadição”, lembra a pesquisadora. A pesquisadora cruzou as covariáveis com os domínios do SF-36.

Luciana relata que, por intermédio de algumas características da doença, o profissional dentista pode ser capaz de auxiliar no diagnóstico do HIV/aids. “O atendimento a um paciente com Aids não é mais complexo que o de uma pessoa sem a doença. Mesmo assim, ainda há um certo estigma por parte de alguns profissionais”, lamenta. A pesquisa iniciada em 2008, sob orientação da professora Alcyone Artioli Machado, do Departamento de Clínica Médica da FMRP também revela a precariedade do sistema público de saúde em relação ao número de dentistas para o atendimento às pessoas com HIV/aids. “Aqui em Ribeirão Preto, por exemplo, na UETDI e no NGA há apenas duas dentistas, uma para cada unidade de atendimento”, revela Luciana.

Fonte: Odonto Sites

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