SMCRJ e FGV promovem curso sobre administração de consultórios e pequenas empresas

fevereiro 8th, 2012 por Noticias No comments »

Gestão de Consultórios Médicos e Pequenas Empresas de Saúde é o nome do curso in company,organizado a partir da associação das experiências da SMCRJ e do GV Saúde da Fundação Getúlio Vargas, que tem como objetivo preparar os profissionais para enfrentar, de maneira mais eficiente e organizada, o cotidiano administrativo.

O curso, que está programado para iniciar no dia 5 de maio, visa atender à necessidade de profissionais de saúde e da administração – cuja atuação esteja voltada para a gestão de consultórios, clínicas, centros de saúde, planos de saúde, hospitais, dentre outros -, e outros profissionais de saúde, associados à SMCRJ ou por seus sócios indicados.

“Nas aulas, serão abordados os principais aspectos da medicina suplementar, o relacionamento com convênios, o gerenciamento de consultório, as finanças, o marketing pessoal, entre outros temas”, revela o coordenador acadêmico do curso e Doutor em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas, Luciano Patah.

Luciano explica que com o curso, os alunos ampliarão dos horizontes de conhecimento. Questões de marketing pessoal poderão trazer benefícios e aumentar a demanda de pacientes. Noções de contabilidade favorecerão a otimização dos recursos financeiros gastos na clínica. Ele poderá ainda aperfeiçoar o relacionamento com as operadoras de planos de saúde, com as dicas de negociação que serão ensinadas. Noções de execução de projetos também são úteis para a criação de novos serviços médicos.

Gestão de Consultórios Médicos e Pequenas Empresas de Saúde será realizado na sede da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro (Av. Mem de Sá, 197, Centro). O curso tem carga horária de 152 horas-aula, com aulas de 50 minutos de duração, ministradas quinzenalmente, sempre aos sábados, das 8h30 às 17h05, nas dependências da SMCRJ.

Mais informações poderão ser obtidas pelo telefone (21) 2507-3353 ou no site www.smcrj.org.br.

Os participantes deverão confirmar seu interesse até 30 de março.

Fonte: AMB

Lavagem de roupa em hospital ganha novas regras

fevereiro 7th, 2012 por Noticias No comments »

As unidades de processamento de roupas de serviços de saúde contam agora com novas regras para garantir a limpeza e segurança sanitária das roupas utilizadas nos serviços de saúde. Conhecidas como lavanderias hospitalares, estes locais são responsáveis pela coleta, transporte, separação, lavagem e devolução das roupas para reutilização no serviço.

A resolução RDC 06/2012, publicada nesta terça-feira (31/1) no Diário Oficial da União, deve ser cumprida por todas as unidades que realizam processamento de roupas, tanto pelas que funcionam no próprio serviço de saúde, como pelas unidades terceirizadas, localizadas dentro ou fora do serviço de saúde. De acordo com a norma, o processamento de roupas pode ser realizado no serviço de saúde ou fora dele. Porém, as unidades terceirizadas deverão ter licença sanitária emitida pela vigilância sanitária local.

Outro ponto determinado pela norma é a utilização de máquinas lavadoras com barreiras. Trata-se de uma máquina de lavar que possui duas portas distintas, uma para a colocação da roupa suja e outra para retirada da roupa limpa. Nos serviços de processamento, as áreas de roupa suja e limpa devem ser separadas fisicamente.

A resolução determina o cumprimento de boas práticas que devem ser adotadas pelas unidades de processamento de roupas provenientes dos serviços de saúde, de forma a garantir a segurança sanitária em todas as etapas do processo. A norma trata, ainda, de aspectos importantes para o controle do risco sanitário, tais como fluxos do processo, rotinas e protocolos documentados, transporte de roupas sujas e limpas, entre outros.

Outro ponto importante diz respeito à capacitação dos profissionais, que deve ser proporcionada por estas unidades, com enfoque nas questões de biossegurança, garantindo a proteção do trabalhador e a segurança do processo de limpeza das roupas.

O processamento de roupas envolve diversas atividades que podem trazer riscos à saúde do trabalhador, do usuário e do meio ambiente. Desde 2009, a Anvisa vem discutindo o tema, quando realizou uma Consulta Pública e lançou o Manual de Processamento de Roupas de Serviços de Saúde: Prevenção e Controle de Riscos. Em 2011, foi realizada uma reunião com representantes das vigilâncias sanitárias dos estados para uma harmonização da norma.

Os estabelecimentos terão 180 dias para se adequar à norma. O processamento de roupas é obrigatório para que qualquer tecido utilizado no ambiente hospitalar possa ser reutilizado com segurança.

Leia a RDC 06/2012

Fonte: AMB

Entidades médicas discutem contratualização com presidente da ANS

fevereiro 6th, 2012 por Noticias No comments »
Nesta segunda-feira, 30 de janeiro, a Comissão de Saúde Suplementar (COMSU), formada por representantes das três entidades médicas nacionais, se reuniu com o presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Maurício Ceschin, para debater a contratualização entre médicos e operadoras de planos de saúde.
De acordo com José Ramon Blanco, presidente da Somerj e representante da AMB neste encontro, foram discutidos os seguintes itens: negociação coletiva com implementação de critérios de reajuste e periodicidade, fixação dos requisitos para credenciamento e descredenciamento e definição dos critérios de glosa.
Será implantada uma comissão, com participação das entidades médicas, para discutir essa questão e criar critérios que norteiem os contratos entre operadoras e médicos.
Fonte: AMB

Nesta segunda-feira, 30 de janeiro, a Comissão de Saúde Suplementar (COMSU), formada por representantes das três entidades médicas nacionais, se reuniu com o presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Maurício Ceschin, para debater a contratualização entre médicos e operadoras de planos de saúde.

De acordo com José Ramon Blanco, presidente da Somerj e representante da AMB neste encontro, foram discutidos os seguintes itens: negociação coletiva com implementação de critérios de reajuste e periodicidade, fixação dos requisitos para credenciamento e descredenciamento e definição dos critérios de glosa.

Será implantada uma comissão, com participação das entidades médicas, para discutir essa questão e criar critérios que norteiem os contratos entre operadoras e médicos.

Fonte: AMB

Transferência de verbas para saúde poderá depender de notificação de doenças

fevereiro 3rd, 2012 por Noticias No comments »
A Câmara analisa o Projeto de Lei 3061/11, da Comissão de Seguridade Social e Família, que proíbe a transferência voluntária de recursos federais para estados e municípios que apresentem falhas no processo de notificação de doenças.
De acordo com o presidente da comissão, deputado Saraiva Felipe (PMDB-MG), a medida é uma forma bastante constritiva para diminuir a subnotificação. “Diante da importância desse procedimento para a saúde pública, entendemos que medidas drásticas precisam ser tomadas para a rápida reversão da situação”, afirmou.
Para o parlamentar, estados e municípios que não assumem deveres exigidos pelo bom atendimento ao cidadão não devem ter acesso às verbas federais, enquanto não observarem as disposições de interesse nacional.
A proposta foi encaminhada como resultado dos trabalhos da Subcomissão Especial sobre o Uso de Agrotóxicos e suas Consequências à Saúde, que verificou a subnotificação de doenças e agravos.
A proposta tramita em regime de prioridade e será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votada pelo Plenário.
Fonte:
A Câmara analisa o Projeto de Lei 3061/11, da Comissão de Seguridade Social e Família, que proíbe a transferência voluntária de recursos federais para estados e municípios que apresentem falhas no processo de notificação de doenças.
De acordo com o presidente da comissão, deputado Saraiva Felipe (PMDB-MG), a medida é uma forma bastante constritiva para diminuir a subnotificação. “Diante da importância desse procedimento para a saúde pública, entendemos que medidas drásticas precisam ser tomadas para a rápida reversão da situação”, afirmou.
Para o parlamentar, estados e municípios que não assumem deveres exigidos pelo bom atendimento ao cidadão não devem ter acesso às verbas federais, enquanto não observarem as disposições de interesse nacional.
A proposta foi encaminhada como resultado dos trabalhos da Subcomissão Especial sobre o Uso de Agrotóxicos e suas Consequências à Saúde, que verificou a subnotificação de doenças e agravos.
A proposta tramita em regime de prioridade e será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votada pelo Plenário.
Fonte:  AMB

Médicos e advogados criam Frente Nacional por Mais Recursos para a Saúde

fevereiro 2nd, 2012 por Noticias No comments »
Em 3 de fevereiro, a Associação Médica Brasileira, Ordem dos Advogados do Brasil, Academia Nacional de Medicina, Associação Paulista de Medicina e várias outras entidades da sociedade civil apresentação à imprensa Projeto de Lei de Iniciativa Popular, que visa à revisão imediata da Regulamentação da Emenda Constitucional 29, sancionada pela presidente Dilma Rousseff com 15 vetos, dias trás.
Em entrevista coletiva, às 11 horas, na sede da AMB (Rua São Carlos do Pinhal, 324, Bela Vista, São Paulo/SP), também lançarão oficialmente a Frente Nacional por Mais Recursos na Saúde, anunciando as reivindicações, as instituições que já aderiram à mesma, além da estratégia de ação para sensibilizar autoridades e políticos a aprovarem urgentemente a lei que aporte novos investimentos para a saúde, resolvendo a questão do subfinanciamento e afastando a ameaça de colapso do Sistema Único da Saúde (SUS).
Considerada a pior área do primeiro ano do Governo Dilma Rousseff, conforme pesquisa Datafolha divulgada em 25 de janeiro, a saúde sofreu duro golpe com a Lei Complementar nº 141/2012, que regulamenta a EC 29, pois a mesma manteve as bases de cálculo da União nos parâmetros atuais.
Dessa forma, deixará ter cerca de R$ 35 bilhões a mais. Esse valor seria repassado ao SUS se fosse aprovado o projeto original do Senado, o PLS 121/2007, de autoria do senador Tião Viana. Uma das reivindicações de médicos, advogados e da sociedade em geral é a de que a Federação passe a investir imediatamente no setor 10% da Receita Corrente Bruta.
“O aumento dos recursos para a saúde lamentavelmente não se concretizou”, afirma Florentino Cardoso, presidente da AMB. “Entretanto, somos firmes em nossas convicções e não retrocederemos. A saúde do Brasil necessita de mais investimentos e esta é uma luta da qual não abrimos mão, inclusive em respeito aos nossos pacientes. O Projeto de Lei de Iniciativa Popular visa, entre outras premissas, garantir legalmente que a União invista 10% da Receita Corrente Bruta (RCB) na saúde pública”.
“A despeito de o próprio ministro da Saúde já haver declarado publicamente a necessidade de mais R$ 45 bilhões para estruturar o sistema público de saúde do Brasil, os investimentos no setor continuarão praticamente nos mesmos patamares de hoje, conforme a Lei 141/2012, sancionada pela Presidência da República, complementa Florisval Meinão, presidente da APM.
“Entendemos que o SUS não consegue atender plenamente as necessidades da população, em parte porque seu financiamento é insuficiente. O revés momentâneo não nos fará retroceder. Temos um compromisso com a assistência integral e de qualidade aos cidadãos, que , aliás, é dever constitucional do Estado”.
Simultaneamente ao lançamento da Frente e do projeto de Lei de Iniciativa Popular, as entidades também iniciarão amplo movimento contra a corrupção em todos os níveis de poder.
Fonte: AMB

Em 3 de fevereiro, a Associação Médica Brasileira, Ordem dos Advogados do Brasil, Academia Nacional de Medicina, Associação Paulista de Medicina e várias outras entidades da sociedade civil apresentação à imprensa Projeto de Lei de Iniciativa Popular, que visa à revisão imediata da Regulamentação da Emenda Constitucional 29, sancionada pela presidente Dilma Rousseff com 15 vetos, dias trás.

Em entrevista coletiva, às 11 horas, na sede da AMB (Rua São Carlos do Pinhal, 324, Bela Vista, São Paulo/SP), também lançarão oficialmente a Frente Nacional por Mais Recursos na Saúde, anunciando as reivindicações, as instituições que já aderiram à mesma, além da estratégia de ação para sensibilizar autoridades e políticos a aprovarem urgentemente a lei que aporte novos investimentos para a saúde, resolvendo a questão do subfinanciamento e afastando a ameaça de colapso do Sistema Único da Saúde (SUS).

Considerada a pior área do primeiro ano do Governo Dilma Rousseff, conforme pesquisa Datafolha divulgada em 25 de janeiro, a saúde sofreu duro golpe com a Lei Complementar nº 141/2012, que regulamenta a EC 29, pois a mesma manteve as bases de cálculo da União nos parâmetros atuais.

Dessa forma, deixará ter cerca de R$ 35 bilhões a mais. Esse valor seria repassado ao SUS se fosse aprovado o projeto original do Senado, o PLS 121/2007, de autoria do senador Tião Viana. Uma das reivindicações de médicos, advogados e da sociedade em geral é a de que a Federação passe a investir imediatamente no setor 10% da Receita Corrente Bruta.

“O aumento dos recursos para a saúde lamentavelmente não se concretizou”, afirma Florentino Cardoso, presidente da AMB. “Entretanto, somos firmes em nossas convicções e não retrocederemos. A saúde do Brasil necessita de mais investimentos e esta é uma luta da qual não abrimos mão, inclusive em respeito aos nossos pacientes. O Projeto de Lei de Iniciativa Popular visa, entre outras premissas, garantir legalmente que a União invista 10% da Receita Corrente Bruta (RCB) na saúde pública”.

“A despeito de o próprio ministro da Saúde já haver declarado publicamente a necessidade de mais R$ 45 bilhões para estruturar o sistema público de saúde do Brasil, os investimentos no setor continuarão praticamente nos mesmos patamares de hoje, conforme a Lei 141/2012, sancionada pela Presidência da República, complementa Florisval Meinão, presidente da APM.

“Entendemos que o SUS não consegue atender plenamente as necessidades da população, em parte porque seu financiamento é insuficiente. O revés momentâneo não nos fará retroceder. Temos um compromisso com a assistência integral e de qualidade aos cidadãos, que , aliás, é dever constitucional do Estado”.

Simultaneamente ao lançamento da Frente e do projeto de Lei de Iniciativa Popular, as entidades também iniciarão amplo movimento contra a corrupção em todos os níveis de poder.

Fonte: AMB

Cardiologistas querem salvar crianças porque não são operadas

fevereiro 1st, 2012 por Noticias No comments »
A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (SBCCV) e a Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI) resolveram unir esforços para conseguir que o Brasil passe oferecer a oportunidade de cirurgia a aproximadamente 16 mil crianças que nascem com problemas no coração e que morrem a cada ano, na fila de espera por uma cirurgia que as salvaria, mas que não é realizada por falta de recursos.
O problema, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Jadelson Andrade, é que a cada ano nascem cerca de 30 mil crianças com cardiopatias congênitas, algumas das quais podem ser detectadas ainda no útero, mas o País não conta com a infraestrutura necessária, nem com suficiente mão de obra capacitada em diversos estados para esse tipo de cirurgia. O problema é tão grave que ele já teve oportunidade de abordar recentemente o assunto com a presidenta Dilma Roussef que se mostrou extremamente sensibilizada.
“Há muita diferença entre operar o coração de um adulto e de uma criança, que é uma cirurgia de alta complexidade”, explica o cirurgião Fábio Jatene, e há necessidade de financiar hospitais e serviços para que passem a ter os equipamentos necessários, inclusive nas UTIs. É necessário capacitar e treinar um maior número de cirurgiões nesta área, bem como cardiologistas pediátricos intensivistas, preparar adequadamente suporte de enfermagem, fisioterapia e fazer um planejamento para que haja uma distribuição territorial adequada dos centros especializados ao atendimento onde as crianças possam ser operadas, flexibilizando as regras para credenciamento dos serviços. “Sem esses cuidados, o Brasil continuará operando entre sete e oito mil crianças por ano”, diz o presidente da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista, Marcelo Queiroga, e deixando de atender a outras 16 mil.
O consenso sobre a necessidade de um planejamento para evitar essas mortes levou o presidente da SBC a convocar na semana passada, em São Paulo, uma reunião com o presidente da SBCCV, Walter Gomes, com o presidente da SBHCI, Marcelo Queiroga, presentes também os representantes da área científica das entidades Fabio Jatene, Pedro Lemos e  Luiz Alberto Mattos.
No encontro ficou decidido que as três sociedades, que reúnem mais de 13 mil cardiologistas, farão um trabalho conjunto. Vão levantar a exata demanda de cirurgias cardíacas pediátricas por região territorial, os centros já capacitados e definirão os serviços e hospitais que podem ser adaptados para esse tipo de intervenção. Vão analisar qual o custo para essa capacitação, para que esse projeto com valores definidos seja levado ao Ministério da Saúde em nome das três sociedades, objetivando a solução do problema.
“Esta é a primeira vez que as três entidades lideradas pela SBC unem esforços para equacionar um problema que se agrava”, diz Walter Gomes, da SBCCV. Ele tem certeza de que a questão será resolvida, pois lembra que “se isoladamente cada sociedade médica tem imensa credibilidade perante a população e o governo, unidas terão muito mais condições de exigirem a solução. Essa união é necessária também para que cada criança cardiopata seja avaliada conjuntamente por um cardiologista pediátrico, por um cirurgião e pelo hemodinamicista, de forma a garantir a melhor opção de tratamento para cada caso.
O financiamento da infraestrutura terá que ser feito pelo governo, dizem os especialistas, pois há necessidade da criação em todas as regiões do país de centros de referencia especializados em atendimento a crianças portadoras de cardiopatias congênitas e colocar em operação plena aqueles já existentes. As sociedades assumirão a responsabilidade de levantar a realidade do País neste aspecto e elaborar um projeto que viabilize rapidamente o início do atendimento e, desta forma, tentar reduzir este cruel perfil epidemiológico atual.
SEGUNDA CAUSA DE MORTE
Para Walter Gomes, a situação é complexa “e difere nos vários Brasís que coexistem”, pois em São Paulo, onde não há mais mortes por desnutrição e se reduziu drasticamente a mortalidade infantil por doenças infecciosas e por desidratação, as cardiopatias congênitas já são a segunda causa de morte em crianças até 16 anos, mas mesmo neste Estado não tem sido possível operar todas que necessitam de cirurgia.
O especialista diz que no Norte e Nordeste a carência é maior, falta acesso ao tratamento, hierarquização e também o treinamento, “é preciso capacitação especial para que o cirurgião seja capaz de operar uma criança que já nasceu com baixo peso e cujos órgãos são minúsculos”.
“O Brasil tem que buscar solução própria”, diz Marcelo Queiroga, “porque em países como a Inglaterra e a França, por exemplo, não há tanta cardiopatia congênita, devido à institucionalização do aborto”. O médico explica que muitas mulheres europeias preferem abortar um feto que sabem nascerá com uma cardiopatia e tentar ter uma criança saudável em outra gravidez. “É uma solução cruel, que não existe no Brasil”, diz.
“Mesmo quando há centros de excelência e salas cirúrgicas adequadas, faltam recursos”, diz Jadelson, que dá o exemplo de um  hospital paulista que opera pelo SUS e no dia 10 de cada mês esgota a quota de atendimento, o que deixa crianças na fila, muitas condenadas à morte.  Ele afirma que esta situação é inaceitável e não pode perdurar também porque, garante, “hoje grande parte dessas cardiopatias congênitas tem alto potencial cirúrgico de cura e a cardiologia brasileira pela posição que tem hoje no país e no mundo não pode ficar a margem deste processo e não ficará”, assegura.
Fonte: AMB

A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (SBCCV) e a Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI) resolveram unir esforços para conseguir que o Brasil passe oferecer a oportunidade de cirurgia a aproximadamente 16 mil crianças que nascem com problemas no coração e que morrem a cada ano, na fila de espera por uma cirurgia que as salvaria, mas que não é realizada por falta de recursos.

O problema, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Jadelson Andrade, é que a cada ano nascem cerca de 30 mil crianças com cardiopatias congênitas, algumas das quais podem ser detectadas ainda no útero, mas o País não conta com a infraestrutura necessária, nem com suficiente mão de obra capacitada em diversos estados para esse tipo de cirurgia. O problema é tão grave que ele já teve oportunidade de abordar recentemente o assunto com a presidenta Dilma Roussef que se mostrou extremamente sensibilizada.

“Há muita diferença entre operar o coração de um adulto e de uma criança, que é uma cirurgia de alta complexidade”, explica o cirurgião Fábio Jatene, e há necessidade de financiar hospitais e serviços para que passem a ter os equipamentos necessários, inclusive nas UTIs. É necessário capacitar e treinar um maior número de cirurgiões nesta área, bem como cardiologistas pediátricos intensivistas, preparar adequadamente suporte de enfermagem, fisioterapia e fazer um planejamento para que haja uma distribuição territorial adequada dos centros especializados ao atendimento onde as crianças possam ser operadas, flexibilizando as regras para credenciamento dos serviços. “Sem esses cuidados, o Brasil continuará operando entre sete e oito mil crianças por ano”, diz o presidente da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista, Marcelo Queiroga, e deixando de atender a outras 16 mil.

O consenso sobre a necessidade de um planejamento para evitar essas mortes levou o presidente da SBC a convocar na semana passada, em São Paulo, uma reunião com o presidente da SBCCV, Walter Gomes, com o presidente da SBHCI, Marcelo Queiroga, presentes também os representantes da área científica das entidades Fabio Jatene, Pedro Lemos e  Luiz Alberto Mattos.

No encontro ficou decidido que as três sociedades, que reúnem mais de 13 mil cardiologistas, farão um trabalho conjunto. Vão levantar a exata demanda de cirurgias cardíacas pediátricas por região territorial, os centros já capacitados e definirão os serviços e hospitais que podem ser adaptados para esse tipo de intervenção. Vão analisar qual o custo para essa capacitação, para que esse projeto com valores definidos seja levado ao Ministério da Saúde em nome das três sociedades, objetivando a solução do problema.

“Esta é a primeira vez que as três entidades lideradas pela SBC unem esforços para equacionar um problema que se agrava”, diz Walter Gomes, da SBCCV. Ele tem certeza de que a questão será resolvida, pois lembra que “se isoladamente cada sociedade médica tem imensa credibilidade perante a população e o governo, unidas terão muito mais condições de exigirem a solução. Essa união é necessária também para que cada criança cardiopata seja avaliada conjuntamente por um cardiologista pediátrico, por um cirurgião e pelo hemodinamicista, de forma a garantir a melhor opção de tratamento para cada caso.

O financiamento da infraestrutura terá que ser feito pelo governo, dizem os especialistas, pois há necessidade da criação em todas as regiões do país de centros de referencia especializados em atendimento a crianças portadoras de cardiopatias congênitas e colocar em operação plena aqueles já existentes. As sociedades assumirão a responsabilidade de levantar a realidade do País neste aspecto e elaborar um projeto que viabilize rapidamente o início do atendimento e, desta forma, tentar reduzir este cruel perfil epidemiológico atual.

SEGUNDA CAUSA DE MORTE

Para Walter Gomes, a situação é complexa “e difere nos vários Brasís que coexistem”, pois em São Paulo, onde não há mais mortes por desnutrição e se reduziu drasticamente a mortalidade infantil por doenças infecciosas e por desidratação, as cardiopatias congênitas já são a segunda causa de morte em crianças até 16 anos, mas mesmo neste Estado não tem sido possível operar todas que necessitam de cirurgia.

O especialista diz que no Norte e Nordeste a carência é maior, falta acesso ao tratamento, hierarquização e também o treinamento, “é preciso capacitação especial para que o cirurgião seja capaz de operar uma criança que já nasceu com baixo peso e cujos órgãos são minúsculos”.

“O Brasil tem que buscar solução própria”, diz Marcelo Queiroga, “porque em países como a Inglaterra e a França, por exemplo, não há tanta cardiopatia congênita, devido à institucionalização do aborto”. O médico explica que muitas mulheres europeias preferem abortar um feto que sabem nascerá com uma cardiopatia e tentar ter uma criança saudável em outra gravidez. “É uma solução cruel, que não existe no Brasil”, diz.

“Mesmo quando há centros de excelência e salas cirúrgicas adequadas, faltam recursos”, diz Jadelson, que dá o exemplo de um  hospital paulista que opera pelo SUS e no dia 10 de cada mês esgota a quota de atendimento, o que deixa crianças na fila, muitas condenadas à morte.  Ele afirma que esta situação é inaceitável e não pode perdurar também porque, garante, “hoje grande parte dessas cardiopatias congênitas tem alto potencial cirúrgico de cura e a cardiologia brasileira pela posição que tem hoje no país e no mundo não pode ficar a margem deste processo e não ficará”, assegura.

Fonte: AMB

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